O Leão de Lucerna

Um dos monumentos mais lindos do mundo!

Quase dois séculos se passaram desde que um animal ferido, com uma ponta de lança encravada no corpo, foi esculpido na pedra, com a dor na face, numa agonia sem fim. Ele está escondido da agitação da cidade num pequeno parque da cidade de Lucerna, na Suíça. Turistas de várias partes do mundo visitam o lugar, tiram fotos, possam alegres, mas talvez, bem poucos sabem da trágica história por trás, daquele leão moribundo.

O Monumento do Leão de Lucerna (também conhecido como Löwendenkmal) é o trabalho do escultor dinamarquês Bertel Thorvaldsen, feito em 1821, e relata com realismo e romantismo próprio da paixão de seu tempo, à tragédia com a perda de 700 vidas, homens pertencentes à Guarda Suíça, a serviço de Luís XVI durante a Revolução Francesa. Homens que foram massacrados no palácio de Tulherias, em Paris no dia 10 de agosto de 1792, por homens que usaram a frustração e a raiva contra um rei traidor, aos mercenários que foram considerados cúmplices de suas ações.

A iniciativa de criar o monumento partiu de Karl Pfyffer von Altishofen, um oficial da Guarda Suíça que estava de licença em Lucerna quando ocorreu o evento de 10 de agosto. Ele ficou tão chocado com a morte de seus companheiros, que decidiu criar algo que homenageasse os guardas que defenderam tão bravamente o Palácio de Tulherias. Porém a ideia não era tão simples assim, e levou cerca de 30 anos, para concretizar seu projeto. Em 1818, apresentou o projeto a cidade e conseguiu o apoio financeiro das famílias nobres da cidade. Depois de tentar encontrar um artista suíço, decidiu escreveu uma carta com a proposta para Bertel Thorvaldsen (1770-1884), um renomado escultor dinamarquês em 1819.

O escultor se interessou em criar a obra, mas não poderia executa-la por estar trabalhando em Roma, porém fez os esboços da escultura. A execução da obra foi confiada ao escultor suíço Eggenshvelleru, mas este morreu ao cair de um andaime e em seu lugar, foi contratado o escultor alemão Lukas Ahorn (1789-1856) que terminou a obra em agosto de 1821, exatamente 29 anos após os trágicos acontecimento com os guardas suíços. A escultura foi feita na parede vertical de rocha, numa antiga pedreira explorada ao longo dos séculos para construir a cidade. Depois de pronta, se tornou uma das esculturas mais famosas da Europa.

Esculpida em uma rocha de arenito, a escultura é famosa por seu surpreendente realismo. Com cerca de 10 metros de comprimento e 6 metros de altura, ela retrata os últimos minutos de vida de um leão sobre um leito de escudos e lanças. Acima do felino, está a inscrição “Helvetiorum fedei ac Virtuti“, que significa “Glória a lealdade e a coragem dos suíços“. O leão moribundo é representado empalado por uma lança, cobrindo um escudo com a flor-de-lis da monarquia francesa; ao seu lado encontra-se um outro escudo com o brasão de armas da Suíça.

A inscrição por debaixo da escultura lista os nomes dos oficiais, e o número aproximado dos soldados que morreram (DCCLX = 760), e sobreviveram (CCCL = 350). O autor Mark Twain proclamou o Monumento do Leão como “a pedra mais triste e comovente do mundo“. A pose do leão foi copiada em 1894 por Thomas M. Brady (1849–1907) para o seu Leão de Atlanta, que comemora os soldados confederados desconhecidos sepultados no Cemitério de Oakland em Atlanta, na Geórgia, EUA.

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fonte: magnusmundi

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